Sahl, Hans

Data de nascimento: 20 de maio 1902
Local de nascimento: Império Alemão (Dresden)
Data de morte: 27 de abril 1993
Local de morte: RFA (Tübingen)
Nacionalidade: alemã; americana
Confissão:
Profissão:
Artes, Letras e Ciências:
sahl-hans

 

Exílio

Data de partida: 1933
Local de partida: Alemanha (Berlim)
Motivo(s):
Passagem por: Checoslováquia (Praga); Suíça (Zurique); França (Paris, Marselha); Espanha; Portugal (Lisboa)

 

Chegada a Portugal

Data de chegada: 1941
Acompanhado por: ---

 

Permanência em Portugal

 

Partida de Portugal

Data de partida: 1 de abril 1941
Meio de transporte: Navio (Guiné)
Destino: EUA (Nova Yorque)

 

Fim do exílio

Data de regresso: 1989
Local de regresso: RFA (Munique)
Sobre o exílio

Autor a (re)descobrir, Hans Sahl, nascido no meio burguês, no seio de uma influente família judia assimilada, é um dos grandes escritores da emigração alemã.

Estudou História da Arte, História da Literatura, Arqueologia e Filosofia nas Universidades de Munique, Leipzig, Berlim e Breslau (hoje Wroclaw) e iniciou cedo a sua vida literária com críticas de cinema e de teatro, poemas expressionistas e short stories, tornando-se num dos jovens críticos mais promissores da Alemanha de Weimar. Com a subida de Hitler ao poder, e porque politicamente de esquerda (embora desde cedo crítico do estalinismo, que tinha grande aceitação entre os contactos de HS, mais tarde dele se demarcando radicalmente), fugiu de Berlim para Paris – como muitos outros, através de Praga e de Zurique, onde colaborou com o cabaret literário «Die Pfeffermühle». Já durante a Guerra, é internado num campo francês como «estrangeiro indesejado», de onde consegue escapar, em 1940, rumo a Marselha. Aí colaborou alguns meses com Varian Fry na ajuda a perseguidos pelos nacional-socialistas no então designado “Centre American de Secours”. No ano seguinte, é o próprio HS que foge para Nova Iorque num dos últimos navios a largar de Lisboa. Ao longo do exílio, o autor viveu intensamente as evoluções políticas e conviveu, pessoal e profissionalmente, com muitos dos representantes intelectuais e artísticos da época (p. ex., B. Brecht, Max Brod, S. Eisenstein, I. Goll, G. Grosz, E. Piscator, E. Toller).

Disso nos dá conta no livro de memórias Das Exil im Exil. Memoiren eines Moralisten II. Numa linguagem precisa, por vezes com laivos de humor, desenrola o panorama da emigração. Sucedem-se cartas, poemas e, muito especialmente, reflexões e descrições sobre a precária situação dos emigrados, análises e retratos de muitas figuras que detêm um lugar de destaque na história literária e cultural contemporânea.

Sahl(1976), Jan Lustig, Deutsche Exilliteratur seit 1933, Bd. I, Franke Verlag: 780-788.
Frey, Erich A, (2001), «Nachwort», in Jan Lustig, Ein Rosenkranz von Glücksfällen. Protokoll einer Flucht, Bonn, Weidle Verlag: 127-142.
Obras do/a autor/a sobre o exílio
Sahl, Hans (1991), Das Exil im Exil. Memoiren eines Moralisten II, Hamburg, Zürich, Luchterhand.
Sahl, Hans (2010), Die Wenigen und die Vielen: Roman, München, Luchterhand.
Obras do/a autor/a com referências a Portugal
Sahl, Hans (1991), Das Exil im Exil. Memoiren eines Moralisten II, Hamburg, Zürich: Luchterhand.
Sahl, Hans (2010), Die Wenigen und die Vielen: Roman, München: Luchterhand.
Correspondência do/a autor/a com referências a Portugal
Carta a Thomas Mann, 17 de março 1941, in Gans Sahl, Das Exis im Exil, pp. 101-102.

 

Do/a autor/a sobre o exílio

Citar este verbete como: Teresa Martins de Oliveira, "Sahl, Hans," em Passagen, Junho 19, 2020, https://passagen.ilcml.com/base/sahl-hans/.