Exílio
Chegada a Portugal
Permanência em Portugal
Partida de Portugal
Fim do exílio
Depois de proibido de exercer a profissão, logo em 1933, e das detenções e de um processo judicial subsequentes, dado ter prosseguido ilegalmente o seu trabalho político, Karl Paetel, que viria a ser um dos principais representantes do nacional-bolchevismo, refugiou-se em Praga (janeiro de 1935). Seguiu-se uma errância por diversos países europeus, até que se estabeleceu em Paris (1937-1940). Entretanto, perde a nacionalidade alemã em abril de 1939 e é condenado à morte in absentia no mesmo ano. Preso duas vezes em campos de internamento franceses (Roland Garros e Damigny) enquanto «estrangeiro inimigo», é libertado um dia antes da assinatura do armistício. Com o nome numa lista negra da Gestapo, começa uma fuga difícil e aventurosa, sempre ajudado pelo Emergency Rescue Committee. Com um passaporte checoslovaco falsificado e um visto legal para a China, KP ruma ao sul de França e atravessa a pé os Pirenéus, com Lisboa como desejado porto de embarque para os EUA, onde adquirirá a nacionalidade americana (1952).
Deste período nos dá conta em Reise ohne Uhrzeit, uma autobiografia onde analisa motivos para o surgimento da ditadura e uma errância entre as frentes políticas, defendendo ainda a existência da ‘outra’ Alemanha, que não nazi.
(Maria Antónia Gaspar Teixeira)
Elfe, Wolfgang D. (1982), «Nachwort» in Karl Paetel, Reise ohne Uhrzeit. Autobiographie, London, The World of Books Limited/Worms, Verlag Georg Heinz: 261-283.
Paetel, Karl O. (1982), Reise ohne Uhrzeit. Autobiographie, London, The World of Books Limited/Worms, Verlag Georg Heinz [RoU].
Paetel, Karl O. (1982), Reise ohne Uhrzeit. Autobiographie, London, The World of Books Limited/Worms, Verlag Georg Heinz [RoU].
Paetel, Karl O. (1982), Reise ohne Uhrzeit. Autobiographie, London, The World of Books Limited/Worms, Verlag Georg Heinz.
Do/a autor/a sobre o exílio