Olden, Balder

Data de nascimento: 26 de março 1882
Local de nascimento: Império Alemão (Zwickau)
Data de morte: 24 de outubro 1949
Local de morte: Uruguai (Montevideu)
Nacionalidade: alemã; apátrida
Profissão:
Artes, Letras e Ciências:
Balder Olden

 

Exílio

Data de partida: 1935
Local de partida: Alemanha (Berlim)
Motivo(s):
Passagem por: Checoslováquia (Praga); Dinamarca (Copenhague); Suécia (Estocolmo); Checoslováquia (Praga); Bélgica; França (Paris, Audierne); Espanha (Barcelona); Portugal (Lisboa).

 

Chegada a Portugal

Data de chegada: 1941
Acompanhado por: Margaret Maria Kershaw-Olden (mulher)

 

Permanência em Portugal

 

Partida de Portugal

Data de partida: 1941
Meio de transporte: navio
Destino: Argentina (Buenos Aires); Uruguai (Montevideu)

 

Fim do exílio

Data de regresso: ---
Local de regresso: ---
Sobre o exílio

Nascido no seio de uma família burguesa-liberal, próxima do meio boémio, o anti-imperialista e antimilitarista Balder Olden viveu a maior parte da sua vida fora da Alemanha – primeiro como correspondente enviado por diversos jornais, tendo praticamente corrido o mundo, depois enquanto exilado. Em 1933, logo após a subida de Hitler ao poder e já reconhecido como autor literário graças ao romance Ich bin ich (1927), B.O., a quem, nas suas palavras, “o fascismo transformará num revolucionário”, emigra voluntariamente para Praga na companhia da sua futura mulher, Margaret Maria Kershaw. Com o património confiscado, a sua obra destruída e expatriado pelos nacional-socialistas (novembro 1934) devido à sua manifesta simpatia pela União Soviética (PdT, 44-45) e, sobretudo, ao manifesto anti-Hitler “Mir wäre nichts passiert” (1933), bem como ao romance Anbruch der Finsternis. Roman eines Nazi (prod. 1933; publ. 1981), expulso da Checoslováquia, BO refugia-se em Paris (1935). No verão de 1940, é repetidamente preso em campos de internamento (p. ex., Audierne, Roland Garros, Finistèrre). Deste último consegue fugir, como vários outros prisioneiros e com a cumplicidade do comandante do campo, escassos minutos antes da entrada das forças da Wehrmacht. Durante 30 dias caminhou rumo a Marselha (PdT, 51-52). Em abril de 1941, decide partir para a Argentina, (via Portbou, Barcelona, Cadiz, Lisboa (PdT, 70)), onde chegará em junho do mesmo ano. Cerca de dois anos mais tarde, mudar-se-á para junto da irmã, em Montevideu, vindo a suicidar-se depois de dois graves AVCs.

Diecks, Thomas (1999), “Olden, Balder”, in Neue Deutsche Biographie, Bd. 19, Berlin, Dunker & Humblot.
Greuner, Ruth (1977), “Nachwort”, in: B. O., Paradiese des Teufels. Biographisches und Autobiographisches. Schriften und Briefe aus dem Exil, Berlin, Rütten & Loening.
Olden, Balder (1977), “Stationen meines Lebens”, in B. O., Paradiese des Teufels. Biographisches und Autobiographisches. Schriften und Briefe aus dem Exil, Berlin, Rütten & Loening.
Obras do/a autor/a sobre o exílio
Olden, Balder (1977), Paradiese des Teufels. Biographisches und Autobiographisches. Schriften und Briefe aus dem Exil, Berlin, Rütten & Loening.
Obras do/a autor/a com referências a Portugal
Olden, Balder (1977), Paradiese des Teufels. Biographisches und Autobiographisches. Schriften und Briefe aus dem Exil, Berlin, Rütten & Loening.
Correspondência do/a autor/a com referências a Portugal
Olden, Balder (1977),“Brief aus Buenos Aires”, in Paradiese des Teufels. Berlin, Rütten & Loening: 68-69.

 

Do/a autor/a sobre o exílio

Citar este verbete como: Teresa Martins de Oliveira, "Olden, Balder," em Passagen, Julho 1, 2020, https://passagen.ilcml.com/base/olden-balder/.