Chegada a Portugal
Permanência em Portugal
Partida de Portugal
Fim do exílio
O escritor-músico Hermann Grab, nascido numa abastada família de industriais judeus alemães assimilados (batismo católico em 1919), doutorado em filosofia e direito, deixou a cidade natal em fevereiro de 1939. Destino era Paris, não para se exilar definitivamente: H.G. não queria quebrar os laços com Praga, ou, pelo menos, pretendia evitar a evidência desse corte. Pretexto foi assim um concerto em Paris organizado pelo irmão, já emigrado na França, o que garantia a oportunidade de salvar três valiosos pianos históricos da instabilidade checoslovaca.Devido à ocupação nacional-socialista do seu país logo no mês seguinte, já não regressa a Praga. Convocado em 1940 para o exército checo no exílio, o departamento de propaganda atribuiu-lhe a tarefa de tocar piano para o exército. Em 9 de junho de 1940, perante a iminência da queda de Paris, evade-se num dos últimos comboios depois de deixar os seus instrumentos em local seguro e ruma a Biarritz, depois Bordeaux, onde se encontra com a família do irmão. Aí iniciam a luta pelos vistos de trânsito por Espanha e Portugal – conseguidos rapidamente com o resultado da venda de um violino Stradivarius. Mais difícil foi o visto de saída francês, também imprescindível para poderem atravessar a Espanha rumo a Lisboa, onde chegam no final desse mesmo mês. Em dezembro de 1940 seguem a bordo do «Niassa» para Nova Iorque, onde G. garantirá a sua subsistência sobretudo com aulas de piano numa escola de música fundada por ele próprio. Companheiro de viagem foi o compositor de operetas Oscar Straus, que H.G. descreverá mais tarde na novela Ruhe auf der Flucht (1949), uma desencantada reconstrução literária da experiência própria da passagem para o exílio, e que o autor caracterizou como «um quadro em miniatura» de Portugal em 1940 (Grab, in Hobi, 1969, 39).
Cramer, Doortje (1994), Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang.
Gil Serra, Ana Fe (2011), Exilio alemán en Estados Unidos: la voz de la resistencia, Almería, Universidad de Almería.
Grab, Hermann, carta a Ernst Schönwiese (s.d.), in D. Cramer (1994), Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang: 521-522.
Grab, Hermann, carta a Hans-Heinz Stuckenschmidt, 1 de abril 1947, in D. Cramer (1994)),Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang: 526-528.
Hobi, Karl (1969),Hermann Grab. Leben und Werk, Dissertation zur Erlangung der Doktorwürde der Philosophischen Fakultät der Universität Freiburg in der Schweiz.
(Maria Antónia Gaspar Teixeira)
Grab, Hermann (1995; 11957), Hochzeit in Brooklyn, in H. G.,Hochzeit in Brooklyn, Frankfurt/Main, Verlag Neue Kritik, 113-139.
Grab, Hermann (1995; 11949), Ruhe auf der Flucht, in H. G., Hochzeit in Brooklyn, Frankfurt/Main, Verlag Neue Kritik, 63-97.
Grab, Hermann (1995; 11949), Ruhe auf der Flucht, in H. G., Hochzeit in Brooklyn, Frankfurt/Main, Verlag Neue Kritik, 63-97.
Carta a Ernst Schönwiese (s.d.),in D. Cramer (1994),Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang: 521-522.
Carta a Hans-Heinz Stuckenschmidt, 1 de abril 1947, in D. Cramer (1994)),Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang: 526-528.
Cramer, Doortje (1994), Von Prag nach New York ohne Wiederkehr: Leben und Werk Hermann Grab (1903-1949), Frankfurt/Main, Peter Lang.
Hobi, Karl (1969),Hermann Grab. Leben und Werk, Dissertation zur Erlangung der Doktorwürde der Philosophischen Fakultät der Universität Freiburg in der Schweiz.
Do/a autor/a sobre o exílio